Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

A mochila com história

Hoje, já em Kathmandu, depois de alguns passeios pela cidade, as visões da Terra do Nunca continuam. Por estes lados, regra é uma palavra estranha.

Foi neste ambiente que, ontem, logo à chegada ao hotel, localizado numa zona da cidade chamada Thamel, aconteceu algo inesperado. Reparei que a minha mala não era a minha mala. Parece que tinha entrado num mundo que, até ali, pensava estar só a observar. Afinal, qualquer mala pode ser nossa desde que a brincadeira seja brincar às viagens!

Contactamos de imediato a agência de viagens que nos recebeu em Kathmandu, esperarmos que agência contactasse o aeroporto, a agência não o fez nesse dia porque o aeroporto já estava fechado, abrimos a mala para tentar descobrir a identidade dos donos da mala trocada, descobrimos apenas que eram espanhóis, quase de certeza de Barcelona a avaliar pela quantidade de passageiros desta cidade que viajaram connosco de Londres até Dheli; saí à rua com uma das t-shirts masculinas que vinham dentro da mala para que, na eventualidade de me cruzar com o dono, este a reconhecesse e assim pudéssemos fazer a troca das malas; no local onde fomos telefonar estava uma rapariga que falava espanhol e, claro está, aproveitei logo para fazer uma exposição da situação; a rapariga era de uma país sul americano que não me recordo qual, mas em todo o caso passei-lhe a palavra; e com a cabeça às voltas de tanto pensar no como esta troca pode ter acontecido regressámos ao hotel frustrados. Só hoje, depois de várias manobras dentro do aeroporto, descobrimos que a minha mala afinal estava no aeroporto de Dheli e ao princípio da tarde já estava em Kathmandu. Fiz a troca, mas não fiquei muito bem porque percebi que tinha culpa minha no cartório. Enfim… nunca vou ter a certeza de como tudo aconteceu. Em todo o caso é tempo de recuperar a alegria: De Kathmandu um beijo doce. Isto aqui Thamel.


publicado por umlugarassim às 03:50
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Domingo, 5 de Agosto - Kathmandu

O mais difícil após uma longa viagem é habituarmo-nos ao novo fuso horário. O famoso jetlag atinge-nos a todos. Houve uma tentativa de nos deitarmos mais cedo na noite anterior mas a música de uma discoteca com a mesma batida de todas as discotecas de todo o mundo, só que com letras diferentes, evitou até à meia-noite que dormisse descansadamente.

 

O dia foi ocupado com uma visita guiada por quase todos os grandes templos da cidade e na tentativa triunfante de resgatar a mochila do António, que foi trocada em Dheli.

 


publicado por margarida às 20:30
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

de prevenção

 

A calma demonstrada pelos companheiros de viagem denota que se sentem deveras protegidos pelos sacos de areia e pela metralhadora do tropa indiano.


publicado por margarida às 17:56
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

a minha visão da Terra do Nunca

O porteiro ou segurança do aeroporto de Nova Dheli, num inglês nem sempre fácil de decifrar, desaconselha-nos a entrar – é demasiado cedo para o voo das 11h15. Ainda faltam 6 horas e já ali estamos!

Tínhamos passado pelo controle de passaportes, recolhido a bagagem e consequentemente saído do aeroporto, mas queríamos encontrar o terminal das partidas, o lounge dos check-in – nomenclaturas ocidentais que rapidamente ruíram no nosso subconsciente – e para isso subimos as escadas e rapidamente fomos absorvidos por aquele bafo húmido e quente que se entranha na pele, assim como por um aglomerado de gente que paira no que parecem ser as traseiras do aeroporto. Foi o primeiro impacto com uma outra terra, um outro cheiro, um outro olhar, essencialmente com uma outra multidão a que não estamos habituados.

Entramos, vislumbramos umas cadeiras ao fundo, encaminhamo-nos para essa que viria a ser a nossa primeira Terra do Nunca e ficamos por ali a observar os movimentos de toda aquela gente que parece fazer-de-conta.

Obrigo-me a uma paragem para reflectir bem e escolher as palavras certas que possam descrever aquele espaço e esta sensação de espectadora de um teatro vivo. Imagine-se um barracão com os mais variados objectos que poderão fantasticamente servir para uma representação de um aeroporto: equipamentos de raios x dispostos como por acaso, conjuntos de cadeiras que se movimentam, empregados de limpeza que se arrastam lentamente de um lado para o outro, sentados ou de pé atrás de uma esfregona eléctrica, enfim, o cenário perfeito de uma obra impressionista.

Por trás de nós, a vidraça pouco nítida espreita para a rua e no passeio um guarda embarricado entre sacos de areia aguarda com metralhadora as tropas inimigas.


publicado por margarida às 11:57
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Sábado, 15 de Setembro de 2007

Uma visão da "Terra do Nunca"

Chegámos à Terra do Nunca. Espaço onde tudo parece ter sido feito para fazer de conta. É como se tivéssemos entrado no lugar perfeito para brincar aos aeroportos. Aqueles lugares onde, na infância, nos refugiávamos com os amigos. Aqueles lugares abandonados do uso comum, com cheiro a ferrugem, com muito eco e montes de tralha. Aqueles lugares que eram tudo. Aqueles lugares onde tudo funcionava à medida da nossa imaginação, à nossa medida.

Foi assim que, durante cerca de cinco horas de espera, sentado num canto, percebi a realidade deste terminal do aeroporto de Dheli. As coisas estão lá e funcionam numa certa medida, ou não funcionam. As pessoas estão lá e fazem coisas, ou não fazem nada. E está tudo bem. Tudo bem.


 



publicado por umlugarassim às 21:41
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

aeroportos

Aqui está um excelente subtema a tratar. Foram tantos os aeroportos e as peripécias, que será interessante debruçarmo-nos um pouco sobre o assunto.

Passámos pelos seguintes aeroportos: Lajes, Lisboa, Heathrow, Nova Dheli, Kathamandu, Lhasa e regresso. O de Nova Dheli, na ida, é o que tem a história mais encantada, da Terra do Nunca, ou do faz de conta.


publicado por margarida às 16:11
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

6.ª feira - a mais longa viagem

Pernoitei em Almada. No dia seguinte, até Lisboa, tomamos o autocarro que faz a travessia da ponte e nos leva à Praça de Espanha. A partir dali um táxi coloca-nos rapidamente no terminal de partida. Saímos cedo da outra banda com receio que o trânsito na ponte já seja caótico às 8h00, mas o trajecto faz-se com fluidez e chegamos com muita antecedência ao check-in.

Lá, um funcionário da British Airways ajuda-nos a fazer o check-in electrónico para todos os voos que nos aguardam - Londres / Nova Dheli / Kathmandu. rapidamente temos os cartões de embarque nas mãos e só nos resta entregar a bagagem junto ao balcão. Somos ainda poucos, as assistentes acabaram de chegar e, talvez devido a uma noite mal dormida, têm algumas confusões a desfazer, mas a simpatia ultrapassa o esquecimento de qual a porta de embarque ou a quem pertencem os cartões.

O avião parte com quase meia-hora de atraso rumo a Heathrow / Londres. O lanche é mais variado e suculento do que a TAP nos habituou e nas muitas horas livres que nos esperam começamos as leituras e os jogos de palavras que os jornais e revistas nos proporcionam.

Em Londres, procede-se à transferência entre o terminal 1, de chegada, e o terminal 4, de partida. É um serpentear por entre andares, salas e baias, com deslocação em autocarro, até se chegar à porta de embarque. Ali nos espera um boeing 777 enorme com duas salas para a classe executiva que nos faz inveja e vontade de ganharmos rapidamente o euromilhões.

Por esta altura, já sabemos quais são os outros companheiros de viagem - num total de sete, quatro embarcaram em Lisboa connosco e mais tarde vamos conhecer o sétimo em Nova Dheli por ter viajado uma semana antes para a Índia, tendo feito um nini-tour.

Na Índia, os relógios marcam mais 4h30 que em Londres e Lisboa. Chegamos 7h30 depois de partirmos, é madrugada, sendo horas de deitar no nosso país, e, por tal razão, não dormimos. Como sempre, em longas viagens, houve tempo para tudo - ver um filme, ler uma revista, fazer jogos de palavras, de números, menos dormir.

 


publicado por margarida às 19:10
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2 de Agosto de 2007, 5.ª feira - a partida

A viagem entre Terceira e Lisboa faz-se nas linhas aéreas da TAP em codeshare com a Sata Internacional. É um voo tranquilo, com poucos passageiros a bordo, umas hospedeiras jovens e simpáticas e um lanchinho de meia bifana e uma mousse de maracujá.

O avião aterrou no aeroporto das Lajes com uma hora de atraso, devidamente assinalada pelo pessoal do check-in, pelo que o regresso a Lisboa, também ele inevitavelmente atrasado, se fez às 16h40, com chegada à capital pelas 20h00. Acontecimento este de nada estranho, pois, para além das tradicionais chegadas fora de horas destes aviões vindos de longo curso, ontem foi inaugurado o Terminal 2 e, segundo as notícias, as demoras foram mais que muitas, tendo-se igualmente feito a inauguração dessa forma peculiar de estar na vida dos portugueses - atrasados em quase tudo.


publicado por margarida às 11:18
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