Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

a mais de 5000 metros

A subida das Gargantas do Inferno foi aquela experiência única, fantástica e irrepetível, pois com o alargamento e pavimentação da estrada, mais nada será igual na passagem do Nepal para o Tibete, mesmo que algum dia decida lá voltar.

 

 

Após o almoço, avistamos as primeiras aldeias tipicamente tibetanas e os vales férteis junto aos rios. Continuamos a subir e passamos pelos colos Nyalam, a 3800m de altura e La Lung, a 5050m, com uma fabulosa vista sobre as montanhas em redor. É aqui que atingimos a altitude máxima da viagem e possivelmente das nossas vidas, a não ser que nos aventuremos a subir uma daquelas montanhas.

 

 

 

Dentro do jipe, não temos consciência do frio e vento que estão lá fora e ainda menos do efeito da “doença de altitude”. Tínhamos lido muito sobre o assunto, até nos tínhamos precavido antecipadamente tomando Gyngko Biloba, íamos “apetrechados” de aspirinas e similares, mas não tivemos tempo necessário para nos habituarmos à altitude e os sintomas de dores de cabeça e náuseas vieram rapidamente ao nosso encontro.

 

 

 

 

Saímos do jipe e tentamos perceber o que se passa em redor, apesar das tonturas que nos baralham o pensamento. As bandeiras de oração estendem-se por uma grande extensão e são aos milhares, balouçando ao vento. Trouxemos umas feitas de propósito para prender por estas paragens mas estão na mala e estamos tão baralhados que adiamos para local mais apropriado.

 

 

 

Descemos para o desértico planalto tibetano, onde tentamos avistar as montanhas Xixa Pangma (8014m), Cho Oyu (8200m) e Evereste (8848m), e ao fim do dia chegamos a Shegar ou Old Tinggri, que é uma pequena aldeia sobre uma colina, que outrora foi um entreposto onde sherpas do Nepal trocavam cereais, arroz e ferro por lã e sal.

 

 

 

Ficamos alojados no Snow Leopard, um motel com traça tradicional, com sanitários comuns e sem duches. Resta-nos uma boa cama, limpeza do quarto e uma bacia para a higiene pessoal.

 

 

 


publicado por margarida às 15:17
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1 comentário:
De isabel a 3 de Janeiro de 2009 às 10:44
gostei de reviver no relato de viagem a mesma experiencia ja vivida por mim em 1996 estas e outras peripecias as quais jamais esquecerei obg


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