O dia é longo e com muitas actividades pela frente. Após a visita ao mosteiro, almoçamos bem num restaurante junto à entrada do mesmo, escolhido pelo 1.º motorista, e partimos para Gyantse.
A estrada que liga Shigatse à outrora terceira cidade mais importante do país – Gyantse – parece recém construída e é em vários troços ladeada por árvores, que contribuem para refrescar a viagem. Passamos por um vale cultivado e por numerosas casas tradicionais com instalações de apoio à agricultura.
Nas bermas, deparamos com vendedoras de fruta, nomeadamente melancia, e paramos para adquirir algumas.
Mais adiante, detemo-nos numa fábrica artesanal de cevada, com quatro moinhos movidos a água, com enormes mós de pedra, onde se trituram grãos de cevada e se transformam em farinha. O pó branco cobre todo o espaço e as fotos parecem tiradas com filme a preto e branco.
No exterior, dois homens, sentados debaixo de uma árvore, bebem aguardente de cevada e oferecem-na em copos que aparentam estarem deveras isentos de alguma operação de limpeza nos últimos anos. Dado que se trata de conteúdo alcoólico, depreendo que o bicho ali não entra, e provo – mais fraco do que esperava.
A cevada é a cultura mais tradicional do Tibete. Com ela os tibetanos confeccionam o seu alimento principal, a tsampa (cevada torrada), que é comida com o famoso chá de manteiga de iaque. O trigo também é cultivado, tal como o arroz, a ervilha e a colza.
Alguns dos nossos pequenos-almoços integraram panquecas feitas com tsampa, e devo reconhecer que, após inúmeras refeições à base de legumes, até parecia que estávamos em casa.
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